segunda-feira, 30 de março de 2026

Voar baixinho

 Aconteceu outra vez: sonhei que era capaz de voar. Sem adereço algum, bastava-me dar um impulso ao corpo para descolar e, depois, atravessar o ar em todas as direcções que desejasse. Desta vez, porém, só conseguia erguer-me a uns poucos de palmos acima do chão e a minha agilidade em vôo parecia algo insatisfatória. Consequentemente, até os aselhas que não voam faziam questão de tornar óbvio que voar de forma imperfeita é uma habilidade com muito pouco préstimo.