segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Em assuntos de mulher, não metas a colher











O texto mais lido do Teatro Anatómico dos últimos dois meses foi aqui publicado apenas por ter sido recusado por um blogue ao qual prestei serviços durante algumas semanas. O tema do artigo havia sido previamente acertado com a editora responsável, a qual, para minha total surpresa, me informou depois que o mesmo "ficava sem efeito" (e sem o respectivo pagamento), alegando que o dito sítio — cujo espírito "é leve e divertido" — é também , e volto a citar textualmente, "maioritariamente constituído por mulheres (uma maioria quase esmagadora) e que nenhuma mulher precisa que um homem lhe lembre o que passam as mulheres no Afeganistão, na Índia, na América do Sul ou (felizmente, com as devidas distâncias) no Ocidente". Conforme é meu hábito, não farei publicidade gratuita à geringonça electrónica de comércio livreiro responsável por tão clarividente posicionamento civilizacional. Tendo em conta que aquela empresa nem sequer honrou os compromissos que comigo acordou inicialmente, apenas lamento o facto de ter, por estrita necessidade, colaborado com uma instituição gerida por esta sorte de indivíduos.