Temos de ser tolerantes. Se, de um momento para o outro, fossem demitidos todos os governantes com problemas legais ou éticos (em Espinho, em Cascais, no Alentejo, nas escolas, nos hospitais, em Braga, etc.), é muito provável que deixasse de haver um governo em funções.
(O que, bem vistas as coisas, talvez não fosse a pior desgraça que nos poderia acontecer.)
Temos, por outro lado, de ser muitíssimo pacientes. Uma vez que os sujeitos não têm vergonha na cara e as sondagens indicam que "os portugueses" não desejam ir a eleições, estamos condenados a ter esta fraca gente posta em posição de nos prejudicar a existência, fazendo e mudando leis (que não pretendem respeitar).
Governam, no fundo, segundo os mesmos preceitos que regem a seleção argentina de futebol: aterrorizam permanentemente quem pretende praticar futebol e fazem imensas queixinhas ao árbitro. Falta-lhes um Messi, mas acreditam piamente nos milagres de última hora.