Nenhum democrata ficará triste com a queda de Nicolas Maduro na Venezuela (o homem é, no essencial, um Trump com melhor cabelo e uma bigodaça untuosa). Posto isto, a sua queda, às mãos de uma tentativa de golpe de Estado (Trump já tinha tentado em 2021, dentro dos EUA) e de assalto petrolífero, é absoluta e flagrantemente contrária a todos os princípios que um democrata deve defender. O rapto norte-americano viola não só as regras do direito internacional, como as próprias leis dos EUA.
Pode até ser verdade que, na nova ordem mundial, imperará, em vez do Direito e da Ética, a lei do mais forte (como no faroeste e nas cruzadas medievais). Sendo esta a norma, vamos todos sofrer consequências, da Gronelândia ao Taiwan, passando pelas mais básicas células da vida em comunidade. Mas podemos sempre fingir que isto é apenas sobre a queda de um fanfarrão.